A australiana Tyler Wright conquistou o bicampeonato do Oi Rio Pro no domingo de praia lotada e boas ondas de 3-4 pés em Itaúna, Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Foi o terceiro título da atual campeã mundial na etapa brasileira do World Surf League Championship Tour apresentada por Corona, pois a primeira vitória foi em 2013, quando o evento ainda não tinha o patrocínio “naming rights” da Oi. Com os 10.000 pontos de Saquarema, Tyler Wright passa a dividir a liderança do ranking com Stephanie Gilmore.

BICAMPEÃ DO OI RIO PRO

A grande final começou as 9h15 com a Praia de Itaúna já lotada por um grande público que começou a chegar cedinho para assistir as semifinais femininas iniciadas as 7h30 em Saquarema.

Tyler poderia igualar o recorde de vitórias da etapa brasileira do CT no Rio de Janeiro, pois a única a ganhar três vezes foi a também australiana Pauline Menczer em 1994, 1997 e 1998. Tyler já tinha dois títulos no Postinho da Barra da Tijuca, em 2013 e 2016, e também conseguiu o tricampeonato com brilhantes apresentações em Saquarema. Tyler agora volta ao topo do ranking, passando a dividir a liderança com a também australiana Stephanie Gilmore.

“Foi uma semana ótima aqui em Saquarema e estou muito feliz por vencer de novo no Brasil”, disse Tyler Wright. “A minha equipe é muito unida, com meu irmão (Owen Wright), o Wilko (Matt Wilkinson), Laura Enever e o Mick (Fanning). Meu técnico assistiu tudo da Austrália e faz alguns dias que nem dorme direito por causa do fuso horário. Estou feliz por agora estar empatada na liderança do ranking e vai ser bem interessante ver quem vai ficar na frente em Fiji. Estou me sentindo bem, continuo aprimorando o meu surfe e sempre atenta para continuar aprendendo”.

A francesa Johanne Defay surfou a primeira onda da bateria final, uma esquerda pequena que abriu para a parede para fazer uma série de manobras até o fim. A australiana começou numa direita e já mostrou toda a agressividade do seu surfe, atacando os pontos críticos da onda com força e velocidade para largar na frente com nota 7,50, contra 5,33 da sua oponente. Logo Tyler pega outra direita para aplicar duas manobras potentes de frontside que valeram 6,50.

Johanne erra na escolha de uma esquerda que fecha rápido e deixa o caminho livre para Tyler pegar outra direita e sair detonando uma série de batidas e rasgadas muito fortes para receber 9,67 dos juízes. A francesa só surfa sua primeira onda boa quando restavam 15 minutos para o término da bateria e sai da “combination” com nota 7,43, passando a precisar de 9,74 pra vencer. No entanto, não entraram mais ondas boas e o bicampeonato de Tyler Wright foi confirmado por 17,17 a 13,20 pontos.

“Foi muito legal fazer essa final com a Tyler (Wright)”, disse Johanne Defay, que ganhou a quarta posição no ranking da norte-americana Courtney Conlogue. “Nós duas pegamos boas ondas o evento inteiro e estou feliz por ter passado tantas baterias aqui, num lugar que eu não conhecia. Sinto que ainda estou aprendendo a cada etapa e acho que a Tyler surfa melhor de frontside do que eu. Ela pegou as melhores direitas da bateria e mereceu vencer. Agora meu foco já muda para defender o título em Fiji que conquistei no ano passado”.

Ninguém surfou como Tyler Wright no último dia da competição feminina na Praia de Itaúna. Ela mostrou toda a agressividade, velocidade e radicalidade do seu surfe nas direitas e esquerdas que pegou nas duas baterias que disputou. Primeiro, ganhou a reedição da final australiana do ano passado com Sally Fitzgibbons por uma larga vantagem de 17,87 a 13,77 pontos. Depois, não deu qualquer chance também para a francesa Johanne Defay, que tinha vencido a primeira bateria do dia com a onda surfada no último minuto contra a australiana Nikki Van Dijk.

Apesar de não ter ido pra final, eu adorei esse tempo que passei aqui em Saquarema”, disse Sally Fitzgibbons, que ocupa a terceira posição no ranking, bem perto das líderes Tyler Wright e Stephanie Gilmore. “O que mais amo no surfe é que você nunca sabe como as ondas estarão. Foi difícil chegar tão perto da final, mas sinto que fiz o meu melhor, surfei bem, só que a Tyler (Wright) pegou as melhores ondas da bateria. Estou amarradona por estar aqui, esse lugar tem uma energia incrível e estou me sentindo bem confiante para o próximo desafio em Fiji”.